
Devo me familiarizar com meu sentimento de vazio e perguntar-lhe o que está querendo me dizer. Ele então me conduzirá ao essencial de minha vida.
Quando se fala de mito, retorna-se à infância da humanidade onde o desconhecimento científico e moral levava a considerar que toda manifestação que possuísse força maior, e mesmo poderes, acima dos quais o indivíduo tribal interpretasse como não humano, deveria ser considerada uma manifestação de divindades.
Vive-se então um período onde a maioria passa a adorar as diversas forças da natureza, caracterizando crenças em seu primarismo como: deus do fogo, deus do vento, do trovão e outras centenas de manifestações naturais, que dividiam a “simbologia do incompreensível” entre as mentes em evolução.
Se haviam forças extraordinárias que se manifestavam na ordem natural em que viviam, e exerciam fascínio sobre todos, o mito criado pela abstração nos conceitos até então assimilados, caracterizava-se muito fortemente, e sua simbologia exercia domínio sobre as mentes, que ainda eram impossibilitadas de maiores raciocínios interpretativos.
Instala-se o politeísmo, e, milênios após, conclui-se que tudo, tanto mitos quanto símbolos, poderiam ser reunidos e que se tratava de um só atributo. Conceitua-se então o “divino”, pela sensibilização da razão, que retirou os símbolos criados até então como necessários às crenças, que impossibilitavam a compreensão.
A nova forma de sentir a divindade, formatou o conceito do Deus único, derrubando necessidades antigas de usar os símbolos que fortaleciam as crenças, de que só através desses mitos é que a criatura alcançava a Criação.
Até hoje, encontra-se na postura mental interpretativa, muitas das crenças ancestrais que, se permitidas, impossibilitam a liberdade de pensar e cerceiam a capacidade criativa residente no íntimo da maioria dos seres, para que se compreenda a imagem abstrata de Deus. Força criativa única, soberana, perfeita e boa, eterna e imutável, imaterial e justa.
Há o impedimento de o perceber claramente, quando se fica atado em conceitos herdados do passado sofrido pela humanidade na Terra, que a obra do Universo, perfeição absoluta, é expressão da Criação. E é elemento facilitador da construção do conceito divino a observação sistemática de sua obra, pelo que se sabe do Universo, bem como da Terra, tanto em beleza quanto em utilidade.
Pode-se aumentar ainda mais essa percepção, se for compreendido que a vida é protegida pela solicitude dessa força, que provê tudo, as maiores necessidades, inclusive.
Proveniente de algo muito maior, que foi organizado para que se pudesse ter compreensão do que é viver, mostra-se sempre mantenedora de tudo o que é necessário para evoluir, direcionando a evolução do ser como uma unidade, diferenciada de todos os demais, única em sua compreensão e assimilação.
Sequencialmente, ele, o ser que está em evolução, busca ser uma individualidade livre, que, com suas ideias, busca a liberdade de ação, para que a vida nele possa se mostrar plena, completa.
Se agir somente de acordo com as formas de pensamento já existentes em seu campo mental, corre enorme risco de não alçar voo ao infinito.
Caso permita que suas próprias conclusões sejam influenciadas por ideias provenientes do que já foi pensado pelos demais, estacionará e será somente mais um no grupo. Mas, se, corajosamente, introduzir o conceito novo da força criativa única, assimilado por ele, em sua nova maneira de sentir seu viver, terá somado os conhecimentos e experiências, com oportunidade de repartir isso com os demais elementos da sociedade, transformando assim o momento evolutivo.
Essa liberação do aprisionamento mental fará com que ele se sinta integrado pela percepção da Divindade e Ela nele, por apresentar a energia marcante do que ele pensou, do que construiu com suas vivências e possibilitou o mesmo aos demais, com uma postura de quem divide, para melhoria geral.
Além de muitos outros, essa liberação do aprisionamento mental, alcançando a percepção da Divindade, e a divisão para melhoria geral, se deu com WERNHER VON BRAUN, pioneiro da exploração espacial: “Minhas experiências com ciência conduziram-me a Deus. Desafiam a ciência a provar a existência de Deus. Mas precisamos realmente acender uma vela para ver o sol?”
E também com LOUIS PASTEUR, microbiólogo e químico: “Quanto mais eu estudo a natureza mais fico impressionado com a obra do Criador. Nas menores de suas criaturas Deus colocou propriedades extraordinárias…”
E ainda com THOMAS ALVA EDISON, inventor no campo da física, com mais de 2.000 patentes: “Tenho (…) enorme respeito e a mais elevada admiração por todos os engenheiros, especialmente pelo maior deles: Deus”.
O mesmo com LOUIS PASTEUR – suas descobertas tiveram enorme importância na história da química e da medicina: “A pouca ciência afasta o homem de Deus, mas a muita ciência aproxima de Deus”.
E assim se posiciona MAX PLANCK, considerado o pai da física quântica: “Para os crentes, Deus está no princípio das coisas. Para os cientistas, no final de toda reflexão”.
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