A Abundância de Ser

Um Chamado a Você Que se Esqueceu

 

Você anda apressado…

Anda com o olhar cheio de imagens e o coração cheio de ruídos.

Anda colecionando compromissos, metas, notificações, e, no meio disso tudo, foi se afastando de si mesmo como quem sai de casa achando que voltaria antes do anoitecer.

Mas a noite chegou…

E você ainda está do lado de fora.

Você esqueceu o gosto da água simples.
Esqueceu como é respirar sem estar pensando no próximo passo.
Esqueceu que a vida não é um projeto para ser concluído, mas um mistério para ser habitado.

E ninguém lhe contou que a abundância que você tanto procura não está no que pode ser acumulado, mas no que pode ser sentido.

Pare um instante…

Eu não falo com a sua agenda.
Falo com você…

Com esse coração que ainda pulsa, mesmo cansado.

Quando você finalmente assume a responsabilidade pelo seu viver, algo incomum acontece. Não é um milagre barulhento. É um deslocamento silencioso, como quando a bússola encontra o norte depois de girar perdida.

Você deixa de ser arrastado pelas circunstâncias.

Deixa de culpar o vento, o passado, as pessoas, o mundo.

E coloca a mão no leme.

Responsabilidade não é peso. É despertar!

É entender que você não controla tudo o que acontece, mas controla a forma como se posiciona diante do que acontece. E essa escolha muda tudo…!

Porque quando você escolhe sua resposta, você escolhe sua direção.

E direção é liberdade.

E liberdade é abundância!

Você foi ensinado a buscar abundância nas coisas.

Mais dinheiro.
Mais reconhecimento.
Mais aprovação.
Mais garantias.

Mas me diga: quanto é “mais”, o suficiente?

A abundância que depende de acúmulo nunca se completa. Ela é um copo furado. Quanto mais você despeja, mais escorre.

A verdadeira abundância não aumenta, ela transborda.

Ela nasce quando você para de medir o seu valor por comparações externas e começa a reconhecer a dignidade de simplesmente existir…

Você não precisa conquistar o mundo para ter importância. Você já faz parte dele!

Uma gota não precisa possuir o oceano para pertencer ao oceano. Ela já carrega o oceano em sua natureza.

Assim também você…

Você não é um acidente isolado no universo. Você é expressão da mesma força que move as marés e acende as estrelas.

Quando você se esquece disso, sente escassez…
Quando você se lembra, sente plenitude!

Talvez você esteja cansado…

Cansado de tentar preencher um vazio que não diminui.
Cansado de esperar que alguém lhe entregue aquilo que só você pode assumir.

Existe um erro silencioso que você aprendeu: esperar que o mundo lhe complete.

Mas o mundo não foi feito para completar você. Ele foi feito para dialogar com você…

A sensação de escassez nasce da crença de que algo lhe falta.

A sensação de abundância nasce quando você percebe que já é inteiro – mesmo imperfeito, mesmo em construção, mesmo em processo!

Você não está atrasado.
Você está vivo.

E estar vivo já é uma forma radical de abundância.

Observe o rio…

Ele não exige que as pedras desapareçam. Ele contorna…
Ele não amaldiçoa o desnível do terreno. Ele usa…
Ele não luta contra a própria natureza. Ele flui…

Você tem resistido demais.

Resistido às mudanças.
Resistido às perdas.
Resistido ao fato de que a vida não obedece aos seus roteiros.

Mas a vida não é algo a ser controlado. É algo a ser acompanhado!

Quando você luta contra o fluxo, se desgasta.
Quando você se alinha ao fluxo, aprende.

Isso não significa passividade. Significa confiança.

Confiança de que cada fase tem sentido, até as que doem.

Há tempos de florescer.
Há tempos de recolher.
Há tempos de esperar no escuro.

A semente não acusa a terra por estar enterrada. Ela entende que aquele escuro é preparação.

Talvez o seu escuro também seja.

Você pergunta onde está seu lugar…

Seu lugar não é um cargo. Não é um título. Não é um rótulo social.
Seu lugar é uma participação.

Pertencer à vida é estar presente nela…

É olhar alguém nos olhos sem pressa.
É ouvir sem já preparar a resposta.
É agir com consciência de que cada gesto reverbera.

Nada do que você faz é pequeno demais.

A vida não é uma máquina indiferente. É uma teia viva. E você é um fio essencial nela…

Quando você entende que pertence, a solidão muda de forma.

Você deixa de buscar validação como quem implora por prova de existência.

Você existe. E isso basta!

A gratidão é a linguagem natural de quem desperta.

Não uma gratidão forçada, decorativa, mas aquela que nasce quando você percebe que a vida lhe oferece dádivas silenciosas todos os dias.

O ar que entra sem cobrança…
A luz que retorna toda manhã…
A possibilidade de recomeçar…

Quando você agradece, seu olhar se purifica.

Você começa a enxergar abundância onde antes via falta.

E o mundo, que parecia escasso, revela-se generoso.

Não porque mudou.

Mas porque você mudou!

Existe ainda algo mais profundo.

Entrega!

Entrega não é desistir da sua força. É confiar na força maior que o sustenta!

A flor não negocia sua abertura com a plateia. Ela floresce porque florescer é sua natureza.

Você pode viver assim…

Sem fazer da própria vida uma prova constante.
Sem transformar cada passo em vitrine.
Sem esperar garantias absolutas para agir.

Quando você se entrega ao mistério da vida, algo dentro de você relaxa.

O medo diminui.
A rigidez cede.
O coração amplia.

E nesse espaço ampliado, a abundância respira.

Você não nasceu para viver desconectado de si mesmo.

Não nasceu para sobreviver no automático.

Nasceu com voz própria.
Com sensibilidade.
Com capacidade de amar e criar.

A abundância não é um prêmio futuro. É um estado de consciência.

Ela acontece quando você decide ser mais presente do que ansioso. Mais verdadeiro do que conveniente. Mais inteiro do que perfeito.

Ser mais não é acumular mais.

É estar mais…!

Mais atento.
Mais disponível.
Mais alinhado com o que realmente importa.

Talvez você tenha esquecido quem é.

Mas a vida não esqueceu de você…

Ela continua lhe chamando através do cansaço, da inquietação, da sensação de que algo está desalinhado.

Essa inquietação não é fracasso.

É convite…

Convite para assumir o leme.
Para abandonar a posição de passageiro.
Para viver como participante da própria história.

Você não precisa esperar um evento extraordinário para começar.

O extraordinário é perceber que este instante – exatamente como está – já é suficiente para um recomeço.

Lave seus olhos da comparação.

Lave seu coração da culpa que não lhe pertence.

Lave suas mãos do apego ao que já não faz sentido.

E levante-se não como alguém que pede permissão para existir, mas como alguém que reconhece seu pertencimento ao todo.

Você não é mendigo da vida. Você é parte dela!

A abundância que você busca não está à frente. Não está atrás. Não está fora.

Ela está em você – esperando ser reconhecida.

Quando você assume sua responsabilidade, quando escolhe sua postura, quando se alinha ao fluxo e se permite pertencer, algo muda de lugar dentro de você.

E então você entende:

A abundância não é ter o mundo nas mãos. É sentir o mundo pulsando no peito.

E isso – se você realmente permitir – ninguém pode lhe tirar!

_____________

Projeto INOVE – uma nova experiência de nós mesmos

O novo não é fruto de reforma, mas de inovação

www.projeto-inove.com.br

contato@projeto-inove.com.br

Facebook: @PROJETOINOVI

Instagram: #projetoinovi

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *